Uma ação coordenada pela 18ª DP (Praça da Bandeira), com o apoio da 19ª DP (Tijuca), resultou na prisão de um integrante de uma organização criminosa especializada em roubos a farmácias nesta segunda-feira (04/05). A operação, que percorreu pontos distintos da cidade, revelou uma estrutura montada para o mercado ilegal de medicamentos de luxo e cosméticos de alto valor.
Do Morro de São Carlos ao Resgate Ambiental
O primeiro alvo da operação foi localizado no Morro de São Carlos, na região central do Rio. Contra o suspeito, já havia um mandado de prisão em aberto. Durante a prisão, os agentes se depararam com uma situação inesperada: um macaco-prego era mantido ilegalmente em cativeiro no imóvel.
Além de responder pelos roubos, o criminoso foi autuado em flagrante por crime ambiental. O animal foi resgatado e encaminhado para órgãos ambientais competentes para receber os cuidados necessários e, se possível, retornar à natureza.
O “Tesouro” das Canetas Emagrecedoras em Jacarepaguá
Dando continuidade às investigações, as equipes seguiram para Jacarepaguá, na Zona Oeste. Em uma residência que servia como depósito da quadrilha, os policiais apreenderam uma carga expressiva de medicamentos roubados.
O destaque da apreensão foi a grande quantidade das chamadas “canetas emagrecedoras”. Devido ao alto valor de mercado e à grande procura, esses medicamentos tornaram-se alvos prioritários dos criminosos. Segundo a polícia, o grupo focava deliberadamente em produtos de fácil revenda e alto custo unitário para maximizar o lucro no mercado paralelo.
Investigação iniciada na Tijuca
O trabalho de inteligência que levou às prisões de hoje começou em fevereiro deste ano, após um assalto violento a uma farmácia na Tijuca. Na ocasião, o bando levou diversos produtos, o que permitiu aos investigadores traçar o modus operandi da quadrilha: uma atuação estruturada e seletiva.
A polícia agora trabalha para localizar a mulher que utilizava a casa em Jacarepaguá para armazenar os produtos e identificar os receptadores. A venda desses medicamentos de forma ilegal representa um risco gravíssimo à saúde pública, uma vez que não há garantia de armazenamento adequado (refrigeração) ou procedência.
Alerta do Radar das Cidades
O Radar das Cidades reforça: o consumo de medicamentos adquiridos fora de farmácias estabelecidas e sem nota fiscal é perigoso. Além de financiar o crime organizado que assola nossos bairros, o consumidor coloca sua vida em risco ao utilizar substâncias que podem ter sido adulteradas ou estragadas por falta de refrigeração.
As investigações prosseguem para desarticular toda a cadeia de venda desses produtos ilícitos.







