A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, nesta segunda-feira (04/05), uma nova fase da “Operação Rastreio”, mirando um núcleo estratégico da facção Terceiro Comando Puro (TCP). A ação, liderada pela 6ª DP (Cidade Nova), desarticula um esquema complexo que transformava celulares roubados em ferramentas de fraude financeira, com ramificações que se estendem até o estado de São Paulo.
O Caminho do Crime: Do Roubo à Fraude Bancária
As investigações, que duraram mais de um ano, revelaram uma engrenagem criminosa profissionalizada. O grupo atuava prioritariamente na Região Central e na Zona Sul do Rio, visando aparelhos de alto valor. No entanto, o roubo era apenas o primeiro passo.
Após a subtração, os aparelhos eram levados para o Complexo do São Carlos, no Centro do Rio. Lá, especialistas em tecnologia da facção realizavam o desbloqueio dos dispositivos para acessar aplicativos bancários. O objetivo final não era apenas a revenda do aparelho, mas a realização de transferências via PIX, empréstimos e limpa de contas das vítimas.
Conexão Rio-São Paulo
Um detalhe importante revelado pela inteligência policial é a cooperação interestadual do crime. Quando os criminosos do Rio encontravam dificuldades para burlar sistemas de segurança mais avançados, contavam com o suporte de comparsas baseados em São Paulo.
Nesta segunda-feira, mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente no Rio e em endereços paulistas, demonstrando que o combate ao crime organizado exige uma articulação nacional das forças de segurança. Até o fechamento desta edição, quatro criminosos foram presos, além da apreensão de munições e equipamentos bélicos.
Operação Rastreio: Números que Impressionam
A “Operação Rastreio” se consolidou como a maior ofensiva do país contra a cadeia produtiva do roubo de celulares. Os números acumulados mostram a eficácia da continuidade das ações:
- 13.300 celulares recuperados;
- 6.000 aparelhos já devolvidos aos donos;
- Mais de 870 criminosos presos (entre assaltantes, técnicos de desbloqueio e receptadores).
A ação contou com o suporte de unidades de elite, como a CORE, o DGPC e o DGPE, reforçando o uso de força tática e inteligência para invadir áreas conflagradas e capturar alvos estratégicos.
Alerta do Radar das Cidades
O Radar das Cidades reforça a importância de as vítimas registrarem o boletim de ocorrência e informarem o IMEI do aparelho. É através desse dado que a Polícia Civil consegue rastrear e recuperar os dispositivos na Operação Rastreio. Além disso, manter senhas fortes e biometria em aplicativos bancários é uma camada extra de proteção contra o tipo de fraude praticado pelo núcleo agora desarticulado.
As diligências continuam para capturar outros integrantes do grupo e identificar as lojas ou plataformas que facilitavam a receptação dos aparelhos.







